terça-feira, 3 de abril de 2012

Pirataria existencial

Lavoisier afirmou que na natureza “[...] nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”, o que é de fato verdade e facilmente comprovado naquele ambiente, podendo inclusive ser tal afirmativa poética aplicável em parte também na natureza humana.

Desde pessoas comuns até gênios sempre ouvimos falar ou presenciamos pessoas que criaram e criam muitas coisas: máquinas, objetos, artes, músicas, poemas, negócios, idéias, cursos, histórias e muito mais. Tudo isso é fruto de um rebento chamado criatividade e intelectualidade que, de alguma forma, se materializa causando o milagre da transmutação do abstrato em concreto. Uma espécie de milagre cerebral e assim surgem as coisas!

As próprias pessoas passam por um processo psicológico chamado automodelagem, onde o sujeito em crescimento toma para si características que é do outro e experimenta ingredientes diferentes que lhe atiçam a curiosidade e interesse para formar sua própria identidade. Isso é perfeitamente saudável quando a criança tem as melhores referências e terrivelmente trágico quando a criança e até o adolescente tem as piores referências.

Eventualmente alguns comportamentos adultos são imitados pelas crianças, pelos adolescentes e até mesmo por outro adulto. É muito comum ver a criança utilizando acessórios de sua mãe; ou o adolescente caracterizado ao estilo de seu ídolo cinematográfico ou mesmo o próprio adulto com trejeitos de seu chefe. A imitação é uma espécie de identificação com o outro e também muito saudável quando tais influências ajudam o sujeito fazer as melhores e mais íntimas escolhas de quem ele gostaria ser, sem deixar de ser ele mesmo.

Por derradeiro nesta reflexão tem a cópia. Ela não é automodelagem nem identificação. É uma espécie de apropriação indébita da personalidade alheia. Quando o sujeito não sabe ou não gosta ser quem é e por isso precisa muito de uma personalidade qualquer, menos a que tem. De forma inconsciente deforma a própria identidade quando tenta vestir-se de outra identidade, copiando tudo quanto possível. Pior quando essa cópia é no âmbito material e a pessoa quer ter tudo igual ao que o outro tem e isso é a manifestação clássica da inveja.

A inveja é sublimada na lisonja. Todo sujeito bajulador é no fundo invejoso. Ele se aproxima zelosamente repleto de amabilidade para espreitar e sorrateiramente tomar o que cobiça. A pessoa invejosa varia sua fala em pelo menos dois tipos de verbalizações: a bajulação e a vitimização. Essa é a estratégia para amistosamente distrair a atenção e aflorar a comoção da pessoa invejada e, posteriormente, tomar de assalto o que puder, deixando em sua vítima o sentimento de que foi enganado, roubado, usado e depois descartado.

Viver esse roubo que o ínvido te submete é constrangedor em qualquer área. Pior quando esse processo se dá no campo das idéias relacionadas ao trabalho. A idéia é sua, mas o invejoso fala como se dele fosse. Enquanto o ciúme é o medo de perder quem não se tem a certeza possuir; a cobiça, por sua vez, é o desejo de tomar do outro aquilo que se tem a certeza não poder conseguir pela própria competência.

A pessoa não criar, tudo bem! A pessoa se automodelar em você, tudo bem! A pessoa querer te imitar, quando não é pura macaquice, certamente é uma honra! Mas a pessoa querer te copiar apropriando sistemática e metodicamente de tudo que você tem e é, para mim considero como uma espécie de pirataria existencial. Algo que permeia o perfil dos sociopatas e psicopatas, cujas estratégias não terminam com o assassinato do sujeito invejado, mas com o assassinato psicológico de identidade, por isso o invejoso não respeita as referências, ignorando-as e suprimindo-as como puder, matando-as psicologicamente com toda sua força e perversidade.

Não é a cópia de idéias que me aflora a indignação, mas a ingratidão patológica dos que copiam. E não há maior pena aplicável a esses piratas existenciais do que o próprio sentimento de culpa e aflição que tais invejosos ingratos amargam em seus esporádicos momentos de consciência, quando e se eventualmente os tiver.

Permitida a reprodução deste texto desde que citada a fonte: Prof. Chafic Jbeili emwww.unicead.com.br

sábado, 31 de dezembro de 2011

Você conhece seus pontos fortes?


Li recentemente uma frase que combina muito com este texto: “Nunca será um novo ano se você cometer os mesmos erros do passado... Liberte-se!” E com o início de 2012 nada melhor que avaliarmos o que serve e o que não serve mais em nossa vida. É um belo convite, não acha?

É claro que esta avaliação deve ser feita constantemente, mas se a entrada de um novo ano é um fator motivador, essa é uma ótima chance para começar. Faça uma retrospectiva do ano que passou, pensando em todas as mudanças que ocorreram em sua vida, situações positivas e negativas que aconteceram. Inicie pelos acontecimentos positivos, pense no que facilitou cada conquista, e perceba que pontos fortes foram colocados em ação para que pudesse realizar cada tarefa. Mas o que são pontos fortes? De acordo com Buckingham e Cliftin (2008) um ponto forte é a capacidade de ter um desempenho estável e quase perfeito em determinada atividade. Entre alguns pontos fortes podemos citar: adaptabilidade, autoafirmação, carisma, competição, comunicação, disciplina, empatia, organização, etc.

Com base nisso, faça uma lista de todos os eventos positivos que ocorreram, e ao lado de cada um escreva os pontos fortes que facilitaram sua realização. Esses são os seus talentos! Por exemplo, uma pessoa que cumpre horário e prazos, que planeja antes de fazer algo tem como ponto forte a disciplina; agora vamos pensar que este ponto forte a possibilitou de organizar melhor suas finanças. Outro exemplo, uma pessoa que tem facilidade em transmitir idéias, tem como ponto forte a comunicação, que consequentemente possibilitou divulgar melhor o seu trabalho, e assim por diante.

É comum as pessoas não se darem conta de seu próprio potencial, percebem as mudanças ocorridas como algo do destino; não percebem que são responsáveis pela realização de seus sonhos. A partir do momento em que conhecemos nossos pontos fortes, a possibilidade de realização aumenta significativamente.

O próximo passo é anotar os eventos considerados desfavoráveis ocorridos no ano que passou. Em vez de olhá-los de forma negativa, compreenda estes eventos como um ensaio, reflita que pontos você necessita desenvolver para que consiga concretizar. Visto dessa maneira, tais eventos perdem a característica de fracasso e passam a ser positivos para futuras conquistas. É importante que você busque perceber os ganhos obtidos nestes eventos. Afinal, se você continua repetindo uma mesma situação, mesmo que ela não seja satisfatória, é por que existem ganhos.

Com tudo o que foi colocado até o momento, é possível fazer um balanço do ano que passou e pensar em formas mais assertivas de alcançar seus sonhos. Mas se você chegou até aqui e não conseguiu identificar seus pontos fortes, acredita não ter talento nenhum, talvez esteja na hora de iniciar um trabalho de autoconhecimento. Afinal todos tem seus pontos fortes, e conhecendo-os, a oportunidade de aprimorá-los fica maior e também de desenvolver outros significativos para sua vida. Espero que esse texto tenha ajudado e desejo um Feliz 2012 à todos!


terça-feira, 12 de julho de 2011

A arrumação

Alguém mora numa casa pequena e, no correr dos anos, vai juntando muitos trastes nos cômodos. Muitos hóspedes trouxeram objetos e, quando se foram, deixaram as malas. É como se ainda estivessem aqui, embora tenham partido há muito tempo, e para sempre.
Também o que o próprio dono ajuntou permanece dentro de casa. É como se nada tivesse passado nem se perdido. Mesmo às coisas quebradas se apega a lembrança. E assim elas ficam e tiram o espaço para coisas melhores.
Só quando o proprietário está quase sufocando é que ele dá início à arrumação. Começa pelos livros. Será que ele vai querer contemplar eternamente as mesmas velhas imagens e tentar entender doutrinas e histórias alheias? Assim, remove o que havia muito tempo estava liquidado, e os cômodos ficam amplos e claros.
Então abre as malas alheias e examina se ainda encontra algo utilizável. Aí descobre algumas preciosidades e as coloca à parte. O resto ele carrega para fora.
Joga as velharias numa cova profunda . Cobre-a cuidadosamente com terra e depois planta grama por cima.
Existem histórias que são cercas. Elas comprimem e isolam. Quando nos acomodamos, elas nos proporcionam segurança. Mas quando queremos ir em frente, bloqueiam o nosso caminho. Histórias desse tipo nós próprios nos contamos, às vezes, e a chamamos de recordações. Porém muitas vezes nos contamos o que na época foi mau e nos feriu, mas não o que também nos libera. Então a lembrança se torna uma amarra, e a nossa liberdade de movimento fica reduzida.

(Bert Hellinger)

Recebi esse texto numa palestra vivencial coordenada pelo psicólogo Daniel Sá sobre "Ressignificando histórias: como transformar seu impasse em solução." e gostaria de compartilhar aqui.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Análise Transacional

A análise transacional (AT) surgiu nos anos 50 fundada por Eric Berne, numa época em que o mundo passava por grandes mudanças conceituais e tecnológicas, muitas delas ainda reflexo da Segunda Guerra Mundial. Como em outras linhas teóricas, a Análise Transacional vem de uma força da época chamada psicologia humanista, que tinha a preocupação de rever conceitos anteriores da psicologia, no qual se encontravam a psicanálise e o comportamentalismo como principais abordagens, que apenas compreendiam o sujeito como produto do meio familiar e social, sem valorizar a responsabilidade, autonomia e escolha do sujeito. (Ginger; Ginger, 1995)

Ao definir a análise transacional, Berne (2007) coloca que:

“A análise transacional é uma teoria da personalidade e de ação social e um método clínico de psicoterapia, baseado na análise de todas as possíveis transações entre duas ou mais pessoas, com base em estados de ego especificamente definidos, num número finito de tipos estabelecidos.” (p.32)

O principal interesse da AT é estudar os estados de ego, que para Berne “(...) são sistemas coerentes de pensamento e sentimento manifestados por padrões de comportamento correspondentes” (Berne, 2007:25).

Esses estados de ego são representados pelo Pai (construído durante a formação da criança sendo, portanto uma contribuição das figuras parentais), Adulto (estado desenvolvido a partir das próprias experiências e das de outrem que são utilizadas para refletir sobre o “real”, colocando o “racional” em evidência) e Criança (estado que evidencia a tomada de decisões baseada nas próprias percepções, emoções e no comportamento do outro – imitação – sem, contudo ser essa conduta uma desqualificação para seu comportamento).

“Aqui o ego é entendido de maneira como é definido pela teoria psicanalítica. Não deve, entretanto, ser confundido com Ego, Superego e Id. Os estados de ego são modos de atividades do ego, cada um deles adaptado de forma única aos diferentes tipos de situações.” (STEINER, 1968:61)

Ao falar de AT, é importante abordar a teoria dos scripts e os jogos. A teoria dos scripts faz parte desde o início do surgimento da teoria da AT, quando Berne ainda se utilizava dos métodos psicanalíticos em seu trabalho clínico individual, fazendo uso do divã. Berne acreditava que os scripts eram repetições compulsivas e percebeu que o trabalho em grupo seria mais válido ao facilitar a descoberta de novas informações sobre esses scripts. Sua análise visava reviver novas situações na vida da pessoa, possibilitando sua autonomia. (Steiner, 1976)

De acordo com Berne,

“Toda pessoa possui um plano de vida pré-consciente ou script, através do qual estrutura planos mais longos de tempo – meses, anos ou toda uma vida, preenchendo-os com atividades, rituais, passatempos e jogos que levam adiante o seu script, dando-lhe satisfação imediata comumente interrompida por períodos de isolamento e, às vezes, episódios de intimidade.” (2007:36)

E para falar dos jogos, é importante ressaltar que este ocorre nas relações ou, como visto na AT, nas transações, que podem ser divididas em complementares, cruzadas e ulteriores. Essas transações ocorrem na comunicação feita de um estado de ego para outro ou outros.

Na transação complementar, a comunicação ocorre de forma paralela, ou seja, de/para: Pai/Pai, Adulto/Adulto ou Criança/Criança. Na transação cruzada, ocorre uma falha na comunicação, no qual um dos sujeitos, de repente muda do estado de ego que está para outro. Já na transação ulterior, a comunicação não fica clara para o Adulto. Quando algo é dito, pode haver outros significados por trás do que foi falado. (Goulding; Goulding: 1991)

Os jogos são uma série de transações complementares e ulteriores, que vão sendo incorporadas na infância. Desde cedo, a criança tem contato com os jogos feitos na família de origem e segundo Berne,

"Um jogo é uma série de transações complementares que se desenrolam até um desfecho definido e previsível. Pode ser descrito como um conjunto repetido de transações, não raro enfadonhas, embora plausíveis e com uma motivação oculta." (BERNE, 1977:49)

Esses jogos envolvem uma isca e ocorrem repetidamente com um desfecho pré determinado, no qual a pessoa faz uma coisa, quando na realidade quer fazer outra. De acordo com Berne (2007:35) “Esta só funciona, (...) se houver uma fragilidade na qual possa enganchar, (...) como medo, a ganância, o sentimentalismo ou a irritabilidade.”

Análise Transacional, como uma técnica psicoterápica, tem algumas características que se debruçam sobre linguagem, responsabilidade e conceitos como: Permissão, Proteção e Potência.

A AT estabelece como princípio de trabalho a utilização de uma linguagem compreensível e acessível às pessoas. Acredita que dessa maneira, possibilitando o acesso do paciente a todos os aspectos do pensamento do terapeuta relacionado com o tratamento, permitirá que as modificações de comportamento do paciente possam ocorrer de forma mais eficaz. (STEINER, 1968)

Na Análise Transacional o paciente ocupa um lugar de responsabilidade em razão desta técnica entender que as ações tomadas pelo sujeito são oriundas de suas próprias decisões, o que lhe faculta as rédeas de sua vida e consequentemente a responsabilidade de seus eventuais distúrbios. Nessa relação terapêutica, estabelecida entre paciente e terapeuta, este último também é visto como alguém que deve assumir responsabilidades no que se refere às atitudes que tenha em relação ao paciente. Esse ponto de vista, em que paciente é responsável por suas atitudes e o terapeuta pelas ações que visam curar ou modificar estados caracterizados como indesejáveis pelo paciente, é que faz com que a AT seja “(...) considerada como uma forma contratual de tratamento (...)” (STEINER, 1968:61-64)

Já no conceito de permissão o terapeuta assume um papel diretivo; a proteção é uma consequência lógica dessa permissão já que o terapeuta passa a apoiar temporariamente o paciente, que se encontra em estado de ansiedade e de vacuum existencial oriundos do “descumprimento” das “indicações parentais”; a potência traz em si o comprometimento do terapeuta em curar e tomar as atitudes necessárias para que essa cura possa se dar (confrontando, pressionando e/ou acolhendo o paciente, segundo a necessidade do momento).

Dessa forma, a AT desenvolve no indivíduo a possibilidade de desmontar o "quebra-cabeça", aqui denominado como script, e remontá-lo a seu próprio modo, libertando-se de “amarras” psicológicas e fornecendo ao cliente a liberdade necessária para alcançar o sucesso e desenvolver todas as suas potencialidades. Por mais amargo que possa parecer, deixou claro que grande parte da humanidade passa toda a vida “andando em círculos” e retornando ao ponto de partida. A Análise Transacional é sem dúvida uma ferramenta de transformação humana, individual, quanto à pessoa, e coletiva quanto à sociedade.


REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

BERNE, E. O que você diz depois de dizer olá. (2ª edição). São Paulo: Nobel, 2007.19-37.

________. Os jogos da vida. (3ª edição). Rio de Janeiro: Editora Artenova S.A., 1977. 19-60.

GINGER, A. GINGER, S. Gestalt uma terapia de contato. (4ª edição). São Paulo: Summus Editorial, 1995. 93-96.

STEINER, C. Os papéis que vivemos na vida. Artenova. Rio de Janeiro, 1976. 14-34.

domingo, 3 de julho de 2011

Dicas de como estudar - Aprendendo a aprender

O estudo é um trabalho que necessita de ferramentas capazes para facilitar o processo de aprendizagem.

Uma metodologia de estudo pode ser uma grande ajuda, pois, quando utilizada adequadamente, o aluno obtém sucesso.

Não existe um único método de estudon, nenhum método é ideal para todas as pessoas. Cada pessoa, a partir de sua personalidade, vai descobrindo a forma mais eficaz de aprender novos conteúdos.

É bom lembrar que todo assunto novo é aprendido por associação de conhecimentos anteriormente apreendidos, daí a importância de estar sempre em dia com suas tarefas.

É preciso, portanto, criar uma metodologia própria, conciliando estudo, lazer e outras atividades, sem esquecer algumas observações fundamentais:

Local:

Deve ser bem iluminado, bem ventilado e sem excesso de estímulos visuais ou sonoros.Separe bem seu local de trabalho do seu local de lazer.

Tenha sempre em mãos sua agenda e seu material didático.

Tempo:

Procure estudar num horário mais ou menos fixo, para que você crie o hábito de estudo.Não estude durante longas horas. Faça pequenas pausas.

Controle e respeite seu horário de estudo. Agindo assim, você evitará o cansaço provocado por tarefas e estudos intensivos de última hora.

Aulas:

Participe das aulas, fique atento, mantenha-se concentrado, anote os pontos mais importantes, pois isso vai ajudá-lo a visualizar melhor a matéria e facilitar a leitura e o estudo em casa.Procure tirar as dúvidas na aula. Evite acumulá-las.Estudar, realmente, é um trabalho difícil. Exige disciplina a qual se adquire a partir de uma prática.

Aproveite melhor suas horas de estudo de forma planejada, organizada e determinada.

Se precisar de ajuda, procure orientação com seus professores, coordenadores, psicólogos ou mesmo com seus pais. Esses podem ajudá-lo a organizar suas atividades e melhorar seus estudos.


Orientação de Estudo.

Você gosta de ler?

SIM ( )
Parabéns! Você tem a condição básica para elaborar um método de estudo adequado às suas necessidades.
Procure aproveitar a orientação de seu professores, pais, coordenadores, psicólogos e amigos que também gostam de ler.

NÃO ( )
Pense: ler é uma atividade básica para o estudo.
Procure descobrir assuntos de que você goste, valorizando qualquer tipo de fonte: revistas, jornais, internet, romances etc...

Estudar é aprender, leia e interprete com suas palavras tudo que está sendo lido.

O saber e a cultura são os bens mais preciosos de um indivíduo e de um povo. Vale a pena investir neles muito esforço pessoal, daí a importância de um bom método de estudo. O uso adequado desse método lhe proporcionará mais segurança no seu estudo, senso crítico mais apurado, melhor capacitação profissional, além de diminuir sua ansiedade frente às verificações, pois estudando um pouco a cada dia, você diminuirá a carga de estudo às vésperas das provas.

O método é um caminho que facilitará a realização e o êxito de uma atividade. Todo método deverá estar de acordo com a atividade e seus objetivos.

Foram elaboradas algumas sugestões que poderão ajudá-lo no seu estudo, tanto em sala de aula como em casa. Observe que tudo depende de sua participação e organização.

Use todos os sentidos:

A repetição estimula a memória. Procure prestar atenção às aulas, ler a matéria em voz alta, anotar informações mais importantes e discutir o conteúdo com os colegas. Com isso você grava as informações por meio de vários sentidos, facilitando o aprendizado.

Não espere a matéria acumular:

Esteja sempre com a matéria em dia. Se a matéria acumular, você vai ser obrigado a fornecer muitos dados à sua memória em pouco tempo. Desse modo, as informações não ficam retidas no cérebro e logo são esquecidas.

Adote o método das associações:

Crie associações entre aquilo que precisa aprender e fatos importantes da sua vida. Isso vai fazer com que você se lembre com mais facilidade do que aprendeu.

Procure, pois, criar o seu próprio método de estudo, preocupando-se com sua formação profissional futura, mas também com seu crescimento e desenvolvimento como pessoa, nos seus diversos aspectos: intelectual, cultural, esportivo, recreativo, religioso e sócio-afetivo. Lembre-se sempre de que não se aprende para a escola e sim para a vida!

Para que estudar?

Estudamos para melhorar nosso desempenho na vida escolar, nas avaliações, na vida profissional e, principalmente, para desenvolver a capacidade de pensar por conta própria.

Veja como você pode fazer para aproveitar melhor o estudo:

  1. Estudar mais a disciplina que menos gosta. Estudar aquilo que se gosta é prazer: trabalho é aprender o que parece difícil;
  2. Distinguir “não gostar do professor” com “não gostar da matéria”.
  3. O medo de tirar nota atrapalha no estudo. Não estudar por nota, estudar porque ficará diferente e melhor;
  4. Ninguém aprende nada sem se interessar. Procurar criar interesse. Uma pessoa inteligente descobre interesse nas tarefas mais enfadonhas;
  5. Caso esteja com problemas pessoais, não se culpar por não conseguir estudar. Procurar aconselhar-se com alguém;
  6. Não estudar com freqüência as matéria mais parecidas, uma pode atrapalhar a outra. Intercalar Português com Matemática, Física com História etc. A mudança de método é uma forma de descanso mental.
  7. Fazer da escola um lugar de orientação. Estudo mesmo é o que se faz por conta própria. Não coloque toda a responsabilidade pela compreensão de conteúdo nas mãos do professor, o máximo que ele pode fazer é orientar;
  8. Organizar um horário não só para estudos, mas para todas as atividades;
  9. Criar também um ambiente de estudo, não deixar que as circunstâncias atrapalhem o trabalho;
  10. Fixar o lugar e as horas em que estuda, isto ajudará a obter concentração e transformar-se-á em hábito.

FONTE: UNIFEV - Centro Universitário de Votuporanga

sábado, 25 de junho de 2011

Frustração - o que fazer quando algo que desejamos não se realiza?

Quando desejamos algo, criamos expectativas em relação ao nosso objeto de desejo, mas e quando o que esperamos não se realiza? Como lidar com essa situação? Essas perguntas me fizeram refletir sobre o assunto e percebi que algumas pessoas, (para não dizer a maioria) encontram dificuldades em lidar satisfatoriamente com a situação. Estou falando da frustração. Mas o que vem a ser isso? De acordo com o Minidicionário da Língua Portuguesa, é um substantivo feminino, que vem do verbo frustrar e que significa “1. Desiludir, decepcionar. 2. Anular, inutilizar. P. 3. Malograr-se, fracassar.” Percebo como cada vez mais as pessoas se encontram despreparadas emocionalmente para lidar com situações adversas e deixo aqui o meu convite a reflexão.

A sociedade da qual fazemos parte funciona a mil por hora e um número significativo de pessoas buscam fugir de tudo que desagrada, visando apenas a felicidade e a constante satisfação. Em alguns casos, buscam na medicalização - indevida - respostas para suas questões pessoais. Com isso, é importante perceber a diferença de valores que antes eram respeitados e que atualmente encontram-se desvalorizados por muitos, é o caso da educação. A charge abaixo representa bem toda essa mudança.


É na infância, que a criança começa a lidar com a frustração e os pais são fundamentais nesse processo educativo, auxiliando a criança a adquirir um comportamento emocional saudável, transmitindo a esse ser em desenvolvimento o que é essencial, aceitável e adequado para conviver em sociedade. Saber lidar com a frustração nos torna mais aptos a lidar melhor com o outro e com as situações que ocorrem durante a vida e esse processo está em constante desenvolvimento.

Muitos pais confundem educar com criar seus filhos a partir do momento que:

- Fazem tudo o que os filhos pedem com medo de perder seu amor;

- Cedem diante da insistência dos filhos;

- Defendem os filhos mesmos que estejam errados;

- Prometem castigos e não cumprem;

- Fazem pelo filho algo do qual já são capazes de fazer sozinhos;

- Abrem mão de tudo para satisfazer os filhos.

Nesse sentido, é preciso estar atento à forma de contato que se estabelece com o outro e com o meio, não cabe justificar sua maneira de ser, na educação que obteve dos pais. Digo isso, pois é muito comum responsabilizarmos o outro, sem assumirmos nossa cota de responsabilidade.

Não significa que não tendo aprendido a lidar com a frustração enquanto criança, a pessoa esteja impossibilitada de aprender quando chega à idade adulta. Costumo dizer que só paramos de aprender quando morremos, temos a possibilidade de evoluir sempre! Enquanto adultos, como lidar com eventos frustrantes? A frustração se apresenta em vários níveis, de acordo como a pessoa percebe o evento. Vale lembrar que uma pessoa pode tirar de letra e assimilar tranquilamente uma situação, enquanto outra passa pelo mesmo evento e sente muita dificuldade emocional para lidar com a situação.

Existe um ditado popular que diz o seguinte: “Se a vida te oferecer um limão, faça dele uma limonada”. E é mais ou menos assim, você tem o poder de fazer com o seu limão o que quiser. Em vez de ficar se lamentando e dizendo: - Porque isso aconteceu comigo? Pense no que você pode fazer a respeito, que aprendizagem você pode tirar da situação. Existem pessoas que preferem remoer o passado a seguir em frente. Remoer o passado envenena nossa alma, deixa-nos engessados e paralisa nossa vida. Aprenda a colocar o foco na solução em vez de ficar remoendo o problema!