sábado, 18 de setembro de 2010

Depressão na adolescência


Mitos e Realidade

MITO - Adolescentes não tem depressão de verdade.

REALIDADE - A depressão pode afetar pessoas de qualquer idade, raça ou classe socio-econômica.

MITO - Adolescentes que alegam estar deprimidos são fracos e precisam apenas de força de vontade.

REALIDADE- A depressão não é uma fraqueza e sim um grave problema de saúde.

MITO - Falar sobre depressão apenas piora o problema.

REALIDADE- Falar sobre o que sente pode ajudar um amigo a reconhecer a necessidade de ajuda profissional.

MITO - Pessoas, inclusive adolescentes, que falam sobre suicídio não se suicidam.

REALIDADE- Muitas pessoas que se suicidaram já haviam dado "avisos" a esse respeito para amigos e família.

MITO - Contar para um adulto que o amigo pode esta deprimido é trair sua confiança. Se ele quisesse ajuda, ele procuraria.

REALIDADE- A depressão destrói a auto-estima e interfere na capacidade ou vontade da pessoa pedir ajuda.


Identifique os Sintomas da Depressão na Adolescência


Tristeza ou sensação de vazio

Pessimismo ou culpa, falta de esperança

Desamparo ou inutilidade

Incapacidade de tomar decisões

Concentração e memorização reduzidas

Falta de interesse ou prazer por atividades normais como esportes, música ou conversa pelo telefone

Problemas na escola e com a família

Perda de energia e motivação

Dificuldade para pegar no sono, dormir bem ou se levantar de manhã

Problemas de apetite: emagrecimento ou ganho de peso

Dor de cabeça, dor de estômago ou dor nas costas

Inquietação e irritabilidade

Desejo de ficar sozinho a maior parte do tempo

Falta às aulas ou abandono de hobbies e outras atividades

Abuso de bebidas alcoólicas ou drogas

Conversas sobre morte

Conversas sobre suicídio (ou tentativas)

Se você identificar vários desses itens em seu filho, em um amigo ou em você mesmo, pode ser um quadro depressivo. Antes de qualquer decisão, procure ajuda profissional (psiquiatra, psicólogo ou médico da família), pois a avaliação e o diagnóstico são essenciais para o tratamento e a recuperação.

Fonte:http://www2.uol.com.br/aprendiz/n_colunas/coluna_livre/id020202.htm


domingo, 22 de agosto de 2010

Depressão na adolescência

Não pensava em escrever sobre esse assunto no momento, mas acredito que nada aconteça por acaso, e depois que uma aluna entrou em contato comigo por telefone querendo fazer uma entrevista para o trabalho dela sobre esse assunto, esse fato me chamou a atenção. Primeiro porque esse tema estava sendo tratado na escola e segundo pelo interesse da mesma em procurar saber mais sobre o assunto.

Em minha opinião, a adolescência por si só já é uma das fases mais difíceis na vida de uma pessoa; afinal é uma fase de transição da infância para a fase adulta, no qual ocorre o desenvolvimento biológico e social.

Além disso, a depressão na adolescência nem sempre foi reconhecida como uma doença, pois acreditavam que tanto a criança quanto o adolescente não tinham motivo para terem esse problema. Hoje, esse pensamento já mudou, mas observa-se uma grande dificuldade em diagnosticar, visto que alguns sintomas se confundem com as características ocorridas durante o desenvolvimento do adolescente. A partir daí, farei uma apresentação sobre o transtorno depressivo e ao final, destacarei as diferenças no transtorno depressivo na adolescência.

A depressão, conhecida como a doença do século, tem sido um tema abordado desde a antiguidade. Acreditava-se que o temperamento do ser humano era observado através da teoria dos humores, desenvolvida por médicos gregos no qual de acordo com os fluidos corporais, era possível perceber que humor a pessoa tinha. No caso da depressão, acreditava-se que o excesso de bile negra era o causador da doença. Essa teoria serviu para que ocorresse a substituição do olhar da mitologia para a biologia, abrindo espaço para o trabalho clínico.

Até hoje, percebo o uso da palavra depressão no senso comum, ainda muito utilizada para nomear momentos de tristeza. É importante saber diferenciar, pois a tristeza é um sentimento adaptativo que ocorre quando não estamos bem e no caso da depressão, não importando o que desencadeou, o humor será sempre o mesmo.

Para caracterizar o estado depressivo, não basta estar triste. É necessário apresentar sintomas psíquicos, fisiológicos e comportamentais.

- Sintomas psíquicos: sentimento de tristeza, autodesvalorização, sentimento de culpa. Ideação suicida, ausência de sentimento de prazer, ausência de energia, dificuldade em tomar decisões e em se concentrar.

- Sintomas fisiológicos: alteração no sono (insônia ou sonolência durante o dia), alteração do apetite (comer em excesso ou não sentir fome), redução do interesse sexual.

- Sintomas comportamentais: retraimento social, crise de choro, comportamentos suicidas, lentidão ou agitação psicomotora.

Além de conhecer os sintomas característicos da doença, é importante diferenciar o transtorno depressivo unipolar do bipolar. O unipolar pode ser dividido em transtorno depressivo maior (TDM), que pode ocorrer em um único episódio ou ser recorrente e apresenta sintomas de dor e cansaço; tendo pelo menos quatro sintomas e no mínimo duas semanas de duração. O transtorno distímico apresenta uma menor intensidade, e um estado de humor depressivo presente durante boa parte do dia, quase todos os dias, por no mínimo dois anos. As queixas são de cansaço, desânimo insatisfação e, apesar de menor intensidade, pode ser igualmente grave devido aos prejuízos que a pessoa apresenta em sua vida.

Na adolescência, os sintomas são mais ou menos os mesmos, mas além dos que foram citados, observa-se irritabilidade exagerada, isolamento e maior sensibilidade às críticas. É importante ficar atento, pois esses sintomas ao passarem despercebidos podem acabar ocasionando outros distúrbios, entre eles distúrbios alimentares, abuso de álcool e drogas, problemas na escola, baixa auto estima, comportamento de risco, violência, suicídio, automutilação e uma busca maior pela internet.

Uma das perguntas que os jovens fizeram e que me chamou a atenção foi a seguinte: “O que os pais e professores podem fazer a respeito?” Penso que tanto a família quanto a escola podem acolher esse jovem e tratá-lo com mais afeto e compreensão, mas acima de tudo, não deixar de procurar ajuda profissional, pois em alguns casos, é necessário até o uso de medicação e por melhor que seja a intenção que os familiares e a escola tenham, eles não estão preparados para atuar terapêuticamente.


domingo, 8 de agosto de 2010

A importância das relações - Parte II

Há muito tempo eu queria levantar esse assunto aqui no blog, mas a impressão que eu tinha é que por mais que pensasse em algo, nunca parecia ser o suficiente a ser dito. Era como se sempre faltasse algo; com isso, desisti de encontrar o tom perfeito que eu pensava existir de forma que resolvi deixar as ideias fluírem. Afinal, em minha opinião, este tema é um dos temas principais, pois é a partir das relações que temos a percepção do outro e que nos mostramos ao mundo e nos reconhecemos.

Quando olhamos o outro, frequentemente estamos prontos para elogiar ou criticar e não percebemos o que ele diz sobre nós mesmos. Ou percebemos? E, se percebemos, o que será que mexe tanto conosco que acabamos aceitando os convites que esse outro nos faz? O que nos incomoda em sua atitude? Estamos tão acostumados com nossos referenciais internos que acabamos sempre reproduzindo a mesma forma de agir, e dependendo do tipo de crença existente, esses referenciais podem ser disfuncionais. Os rótulos e comparações acabam fazendo parte de nossa vida e isso dificulta o olhar para nós mesmos, e reconhecermos a preciosidade que existe em cada um de nós é o caminho para uma vida saudável.

É comum jogarmos a responsabilidade para outra pessoa, esperando que mude sua forma de ser e de agir, mas uma relação não é feita por uma única pessoa; é necessário que haja pelo menos duas pessoas para que algo aconteça. Somos seres relacionais, precisamos do outro para viver. E se esse descontentamento está em nós, vale ressaltar a importância de percebemos o que tanto nos incomoda e trazer para uma reflexão interna, pois quando mudamos, todo o sistema muda.

Além disso, vivemos num mundo totalmente individualista, no qual as pessoas vivem ansiosas, cheias de medos e em constante busca pela felicidade. Para que aconteça alguma mudança, é necessário que percebamos a vida de uma forma diferente, valorizando o interno e não o externo, pois nos apegamos à ilusão criada por nossa mente, e quando não aceitamos o outro, de certa forma também não nos aceitamos.

Sigamos em busca de relações mais saudáveis; e se o outro não muda o que acha de começarmos a mudança por nós mesmos?

A importância das relações - Parte I


Como o tema relações estará presente essa semana aqui no blog, esse quadrinho que recebi de uma amiga vem bem a calhar. Ele nos possibilita refletir sobre as formas de relações que mantemos com o outro. Vamos trabalhar em prol de melhores relações!
Precisamos escutar mais, dialogar mais e agir mais positivamente.


domingo, 25 de julho de 2010

Terapia de grupo

No dia 23 de julho de 2010 participei da conferência sobre “Psicoterapia de grupo: presente e futuro da psicologia” ministrada pelo psicólogo francês Jean-Marie Delacroix na PUC RJ. Evento este muito bem organizado pelo Centro de Gestalt Terapia Sandra Salomão.
O Sr. Jean-Marie dividiu com os profissionais presentes sua experiência com grupos terapêuticos, mostrando sua importância e riqueza de trabalho. O encontro me fez pensar ainda mais no que falta para que o trabalho com grupos verdadeiramente aconteça em nosso país; afinal esta forma de trabalho é tão difundida e aceita em outros países que não compreendo como ainda haja tanta dificuldade em acontecer por aqui. Sandra Salomão comentou ainda sobre a época em que a gestalt terapia iniciou no Brasil, no qual a ditadura militar estava bem presente e dificultava, para não dizer proibia todo e qualquer trabalho com grupos. Daí percebe-se a importância de compreendermos o contexto histórico da época e perceber toda essa influência.
A terapia de grupo funciona como um laboratório, no qual o indivíduo tem a possibilidade de experimentar novas formas de ser e estar no mundo e compreender as formas existentes de relações. Essa forma de terapia nos permite ainda trabalhar com certas técnicas que não são possíveis no trabalho individual. Não significa que o trabalho em grupo seja melhor que o individual, mas através dele é possível obter resultados diferenciados e vice e versa, pois cada um tem sua singularidade. Se houver a possibilidade de participar das duas formas de terapia, melhor ainda.
Esse trabalho não tem contra indicações e tem o intuito de fazer o individuo entrar em contato consigo mesmo e com o mundo, tomando consciência de seu processo. Podemos dizer ainda que o trabalho em grupo seja um “recorte” da sociedade em que o individuo (com) vive através de uma repetição de suas formas de relações.
Muitas pessoas ainda questionam sua eficácia, preferindo o trabalho individual. É um grande erro pensar dessa forma, pois o grupo favorece também uma interação entre seus membros possibilitando um aprimoramento nas formas de relação. Nesse processo o ganho pode ocorrer de forma ativa ou simplesmente através da observação do que emerge no grupo. Os encontros podem ocorrer em sessões semanais, quinzenais ou até mesmo mensais; vai depender do contrato que as terapeutas combinam com o grupo.

Atualmente trabalhamos com sessões semanais, com 1 hora e 30 minutos de duração ou quinzenais com 3 horas de duração, e acreditando nessa forma de trabalho, estamos com inscrições abertas para dois horários:

Início em agosto

Quarta-feira - horário: 10:00 às 11:30 / Quinta-feira – horário: 15:00 às 16:30

Aproveite, pois são poucas vagas!

Entre em contato e marque uma entrevista.

sábado, 3 de julho de 2010

Orientação Profissional e o Mercado de Trabalho

Uma música do grupo Legião Urbana não sai da minha cabeça. É a música "Tempo perdido", que tem um trecho que diz assim " (...) sempre em frente, não temos tempo a perder (...)", sua letra é da década de 80, e nessa época, a letra diz que o jovem tem todo tempo do mundo. Será que ainda hoje, o jovem se percebe desta forma? Hoje, mais de vinte anos depois, o jovem está inserido em outro contexto, no qual mudanças ocorreram com tamanha rapidez, sendo a globalização e o grande avanço tecnológico marcos dessas mudanças. A impressão que tenho é que os jovens se sentem perdidos diante de tantas cobranças impostas pela família e pela sociedade. Sociedade esta, que impõe que o mínimo é que se faça uma faculdade; muitas vezes sem importar qual o curso a seguir, sendo importante apenas ter um diploma de nível superior. Não que os jovens da década de oitenta não tivessem cobranças, mas era uma época que o mínimo era ter o segundo grau completo; o atual ensino médio era a exigência. As expectativas de um grupo de orientação profissional que participei recentemente, composto de adolescentes do 2º e 3º ano do ensino médio, eram em sua maioria fazer a diferença para o mundo. Pensar em escolher uma profissão com o intuito de fazer a diferença para o outro é algo muito bonito, mas pergunto-me onde os jovens colocam seus sonhos, desejos e expectativas para a vida?
Até então, estou falando apenas da escolha frente ao vestibular, mas vale ressaltar também o grande número de jovens que desistem do curso no meio do caminho ou aqueles que terminam o curso e atuam em outras áreas de trabalho. Percebo que a orientação profissional é um grande aliado no crescimento desses jovens e adultos, não só no que diz respeito à escolha de uma profissão, mas também em levantar reflexões acerca do mercado de trabalho e na criação de estratégias que possibilitem sua atuação na área desejada.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

As quatro leis da espiritualidade

Na Índia são ensinadas as quatro leis da espiritualidade. Que tal incorporá-las em nosso dia a dia?

A primeira diz: "A pessoa que vem é a pessoa certa".
Ninguém entra em nossas vidas por acaso.
Todas as pessoas ao nosso redor, interagindo com a gente, têm algo para nos fazer aprender e avançar em cada situação.


A segunda lei diz: "Aconteceu a única coisa que poderia ter acontecido".
Nada, nada absolutamente nada do que acontece em nossas vidas poderia ter sido de outra forma.
Mesmo o menor detalhe.
Não há nenhum "se eu tivesse feito tal coisa..." ou "aconteceu que um outro ...".
Não. O que aconteceu foi tudo o que poderia ter acontecido, e foi para aprendermos a lição e seguirmos em frente.
Todas e cada uma das situações que acontecem em nossas vidas são perfeitas


A terceira diz: "Toda vez que você iniciar é o momento certo".
Tudo começa na hora certa, nem antes nem depois.
Quando estamos prontos para iniciar algo novo em nossas vidas, é que as coisas acontecem.


E a quarta e última afirma: "Quando algo termina, ele termina".
Simplesmente assim.
Se algo acabou em nossas vidas é para a nossa evolução.
Por isso, é melhor sair, ir em frente e se enriquecer com a experiência.
Não é por acaso que estamos lendo este texto agora.
Se ele vem à nossa vida hoje, é porque estamos preparados para entender que nenhum floco de neve cai no lugar errado.

(Autor desconhecido)