terça-feira, 12 de julho de 2011
A arrumação
quinta-feira, 7 de julho de 2011
Análise Transacional

A análise transacional (AT) surgiu nos anos 50 fundada por Eric Berne, numa época em que o mundo passava por grandes mudanças conceituais e tecnológicas, muitas delas ainda reflexo da Segunda Guerra Mundial. Como em outras linhas teóricas, a Análise Transacional vem de uma força da época chamada psicologia humanista, que tinha a preocupação de rever conceitos anteriores da psicologia, no qual se encontravam a psicanálise e o comportamentalismo como principais abordagens, que apenas compreendiam o sujeito como produto do meio familiar e social, sem valorizar a responsabilidade, autonomia e escolha do sujeito. (Ginger; Ginger, 1995)
Ao definir a análise transacional, Berne (2007) coloca que:
“A análise transacional é uma teoria da personalidade e de ação social e um método clínico de psicoterapia, baseado na análise de todas as possíveis transações entre duas ou mais pessoas, com base em estados de ego especificamente definidos, num número finito de tipos estabelecidos.” (p.32)
O principal interesse da AT é estudar os estados de ego, que para Berne “(...) são sistemas coerentes de pensamento e sentimento manifestados por padrões de comportamento correspondentes” (Berne, 2007:25).
Esses estados de ego são representados pelo Pai (construído durante a formação da criança sendo, portanto uma contribuição das figuras parentais), Adulto (estado desenvolvido a partir das próprias experiências e das de outrem que são utilizadas para refletir sobre o “real”, colocando o “racional” em evidência) e Criança (estado que evidencia a tomada de decisões baseada nas próprias percepções, emoções e no comportamento do outro – imitação – sem, contudo ser essa conduta uma desqualificação para seu comportamento).
“Aqui o ego é entendido de maneira como é definido pela teoria psicanalítica. Não deve, entretanto, ser confundido com Ego, Superego e Id. Os estados de ego são modos de atividades do ego, cada um deles adaptado de forma única aos diferentes tipos de situações.” (STEINER, 1968:61)
Ao falar de AT, é importante abordar a teoria dos scripts e os jogos. A teoria dos scripts faz parte desde o início do surgimento da teoria da AT, quando Berne ainda se utilizava dos métodos psicanalíticos em seu trabalho clínico individual, fazendo uso do divã. Berne acreditava que os scripts eram repetições compulsivas e percebeu que o trabalho em grupo seria mais válido ao facilitar a descoberta de novas informações sobre esses scripts. Sua análise visava reviver novas situações na vida da pessoa, possibilitando sua autonomia. (Steiner, 1976)
De acordo com Berne,
“Toda pessoa possui um plano de vida pré-consciente ou script, através do qual estrutura planos mais longos de tempo – meses, anos ou toda uma vida, preenchendo-os com atividades, rituais, passatempos e jogos que levam adiante o seu script, dando-lhe satisfação imediata comumente interrompida por períodos de isolamento e, às vezes, episódios de intimidade.” (2007:36)
E para falar dos jogos, é importante ressaltar que este ocorre nas relações ou, como visto na AT, nas transações, que podem ser divididas em complementares, cruzadas e ulteriores. Essas transações ocorrem na comunicação feita de um estado de ego para outro ou outros.
Na transação complementar, a comunicação ocorre de forma paralela, ou seja, de/para: Pai/Pai, Adulto/Adulto ou Criança/Criança. Na transação cruzada, ocorre uma falha na comunicação, no qual um dos sujeitos, de repente muda do estado de ego que está para outro. Já na transação ulterior, a comunicação não fica clara para o Adulto. Quando algo é dito, pode haver outros significados por trás do que foi falado. (Goulding; Goulding: 1991)
Os jogos são uma série de transações complementares e ulteriores, que vão sendo incorporadas na infância. Desde cedo, a criança tem contato com os jogos feitos na família de origem e segundo Berne,
"Um jogo é uma série de transações complementares que se desenrolam até um desfecho definido e previsível. Pode ser descrito como um conjunto repetido de transações, não raro enfadonhas, embora plausíveis e com uma motivação oculta." (BERNE, 1977:49)
Esses jogos envolvem uma isca e ocorrem repetidamente com um desfecho pré determinado, no qual a pessoa faz uma coisa, quando na realidade quer fazer outra. De acordo com Berne (2007:35) “Esta só funciona, (...) se houver uma fragilidade na qual possa enganchar, (...) como medo, a ganância, o sentimentalismo ou a irritabilidade.”
Análise Transacional, como uma técnica psicoterápica, tem algumas características que se debruçam sobre linguagem, responsabilidade e conceitos como: Permissão, Proteção e Potência.
A AT estabelece como princípio de trabalho a utilização de uma linguagem compreensível e acessível às pessoas. Acredita que dessa maneira, possibilitando o acesso do paciente a todos os aspectos do pensamento do terapeuta relacionado com o tratamento, permitirá que as modificações de comportamento do paciente possam ocorrer de forma mais eficaz. (STEINER, 1968)
Na Análise Transacional o paciente ocupa um lugar de responsabilidade em razão desta técnica entender que as ações tomadas pelo sujeito são oriundas de suas próprias decisões, o que lhe faculta as rédeas de sua vida e consequentemente a responsabilidade de seus eventuais distúrbios. Nessa relação terapêutica, estabelecida entre paciente e terapeuta, este último também é visto como alguém que deve assumir responsabilidades no que se refere às atitudes que tenha em relação ao paciente. Esse ponto de vista, em que paciente é responsável por suas atitudes e o terapeuta pelas ações que visam curar ou modificar estados caracterizados como indesejáveis pelo paciente, é que faz com que a AT seja “(...) considerada como uma forma contratual de tratamento (...)” (STEINER, 1968:61-64)
Já no conceito de permissão o terapeuta assume um papel diretivo; a proteção é uma consequência lógica dessa permissão já que o terapeuta passa a apoiar temporariamente o paciente, que se encontra em estado de ansiedade e de vacuum existencial oriundos do “descumprimento” das “indicações parentais”; a potência traz em si o comprometimento do terapeuta em curar e tomar as atitudes necessárias para que essa cura possa se dar (confrontando, pressionando e/ou acolhendo o paciente, segundo a necessidade do momento).
Dessa forma, a AT desenvolve no indivíduo a possibilidade de desmontar o "quebra-cabeça", aqui denominado como script, e remontá-lo a seu próprio modo, libertando-se de “amarras” psicológicas e fornecendo ao cliente a liberdade necessária para alcançar o sucesso e desenvolver todas as suas potencialidades. Por mais amargo que possa parecer, deixou claro que grande parte da humanidade passa toda a vida “andando em círculos” e retornando ao ponto de partida. A Análise Transacional é sem dúvida uma ferramenta de transformação humana, individual, quanto à pessoa, e coletiva quanto à sociedade.
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
BERNE, E. O que você diz depois de dizer olá. (2ª edição). São Paulo: Nobel, 2007.19-37.
________. Os jogos da vida. (3ª edição). Rio de Janeiro: Editora Artenova S.A., 1977. 19-60.
GINGER, A. GINGER, S. Gestalt uma terapia de contato. (4ª edição). São Paulo: Summus Editorial, 1995. 93-96.
STEINER, C. Os papéis que vivemos na vida. Artenova. Rio de Janeiro, 1976. 14-34.
domingo, 3 de julho de 2011
Dicas de como estudar - Aprendendo a aprender
O estudo é um trabalho que necessita de ferramentas capazes para facilitar o processo de aprendizagem.Uma metodologia de estudo pode ser uma grande ajuda, pois, quando utilizada adequadamente, o aluno obtém sucesso.
Não existe um único método de estudon, nenhum método é ideal para todas as pessoas. Cada pessoa, a partir de sua personalidade, vai descobrindo a forma mais eficaz de aprender novos conteúdos.
É bom lembrar que todo assunto novo é aprendido por associação de conhecimentos anteriormente apreendidos, daí a importância de estar sempre em dia com suas tarefas.
É preciso, portanto, criar uma metodologia própria, conciliando estudo, lazer e outras atividades, sem esquecer algumas observações fundamentais:
Local:
Deve ser bem iluminado, bem ventilado e sem excesso de estímulos visuais ou sonoros.Separe bem seu local de trabalho do seu local de lazer.Tenha sempre em mãos sua agenda e seu material didático.
Tempo:
Procure estudar num horário mais ou menos fixo, para que você crie o hábito de estudo.Não estude durante longas horas. Faça pequenas pausas.Controle e respeite seu horário de estudo. Agindo assim, você evitará o cansaço provocado por tarefas e estudos intensivos de última hora.
Aulas:
Participe das aulas, fique atento, mantenha-se concentrado, anote os pontos mais importantes, pois isso vai ajudá-lo a visualizar melhor a matéria e facilitar a leitura e o estudo em casa.Procure tirar as dúvidas na aula. Evite acumulá-las.Estudar, realmente, é um trabalho difícil. Exige disciplina a qual se adquire a partir de uma prática.Aproveite melhor suas horas de estudo de forma planejada, organizada e determinada.
Se precisar de ajuda, procure orientação com seus professores, coordenadores, psicólogos ou mesmo com seus pais. Esses podem ajudá-lo a organizar suas atividades e melhorar seus estudos.Você gosta de ler?
SIM ( ) Parabéns! Você tem a condição básica para elaborar um método de estudo adequado às suas necessidades. Procure aproveitar a orientação de seu professores, pais, coordenadores, psicólogos e amigos que também gostam de ler. |
|---|
NÃO ( ) Pense: ler é uma atividade básica para o estudo. Procure descobrir assuntos de que você goste, valorizando qualquer tipo de fonte: revistas, jornais, internet, romances etc... |
|---|
Estudar é aprender, leia e interprete com suas palavras tudo que está sendo lido.
O saber e a cultura são os bens mais preciosos de um indivíduo e de um povo. Vale a pena investir neles muito esforço pessoal, daí a importância de um bom método de estudo. O uso adequado desse método lhe proporcionará mais segurança no seu estudo, senso crítico mais apurado, melhor capacitação profissional, além de diminuir sua ansiedade frente às verificações, pois estudando um pouco a cada dia, você diminuirá a carga de estudo às vésperas das provas.
Foram elaboradas algumas sugestões que poderão ajudá-lo no seu estudo, tanto em sala de aula como em casa. Observe que tudo depende de sua participação e organização.
Use todos os sentidos:
A repetição estimula a memória. Procure prestar atenção às aulas, ler a matéria em voz alta, anotar informações mais importantes e discutir o conteúdo com os colegas. Com isso você grava as informações por meio de vários sentidos, facilitando o aprendizado.
Não espere a matéria acumular:
Esteja sempre com a matéria em dia. Se a matéria acumular, você vai ser obrigado a fornecer muitos dados à sua memória em pouco tempo. Desse modo, as informações não ficam retidas no cérebro e logo são esquecidas.
Adote o método das associações:
Crie associações entre aquilo que precisa aprender e fatos importantes da sua vida. Isso vai fazer com que você se lembre com mais facilidade do que aprendeu.Procure, pois, criar o seu próprio método de estudo, preocupando-se com sua formação profissional futura, mas também com seu crescimento e desenvolvimento como pessoa, nos seus diversos aspectos: intelectual, cultural, esportivo, recreativo, religioso e sócio-afetivo. Lembre-se sempre de que não se aprende para a escola e sim para a vida!
Para que estudar?
Estudamos para melhorar nosso desempenho na vida escolar, nas avaliações, na vida profissional e, principalmente, para desenvolver a capacidade de pensar por conta própria.Veja como você pode fazer para aproveitar melhor o estudo:
- Estudar mais a disciplina que menos gosta. Estudar aquilo que se gosta é prazer: trabalho é aprender o que parece difícil;
- Distinguir “não gostar do professor” com “não gostar da matéria”.
- O medo de tirar nota atrapalha no estudo. Não estudar por nota, estudar porque ficará diferente e melhor;
- Ninguém aprende nada sem se interessar. Procurar criar interesse. Uma pessoa inteligente descobre interesse nas tarefas mais enfadonhas;
- Caso esteja com problemas pessoais, não se culpar por não conseguir estudar. Procurar aconselhar-se com alguém;
- Não estudar com freqüência as matéria mais parecidas, uma pode atrapalhar a outra. Intercalar Português com Matemática, Física com História etc. A mudança de método é uma forma de descanso mental.
- Fazer da escola um lugar de orientação. Estudo mesmo é o que se faz por conta própria. Não coloque toda a responsabilidade pela compreensão de conteúdo nas mãos do professor, o máximo que ele pode fazer é orientar;
- Organizar um horário não só para estudos, mas para todas as atividades;
- Criar também um ambiente de estudo, não deixar que as circunstâncias atrapalhem o trabalho;
- Fixar o lugar e as horas em que estuda, isto ajudará a obter concentração e transformar-se-á em hábito.
FONTE: UNIFEV - Centro Universitário de Votuporanga
sábado, 25 de junho de 2011
Frustração - o que fazer quando algo que desejamos não se realiza?

A sociedade da qual fazemos parte funciona a mil por hora e um número significativo de pessoas buscam fugir de tudo que desagrada, visando apenas a felicidade e a constante satisfação. Em alguns casos, buscam na medicalização - indevida - respostas para suas questões pessoais. Com isso, é importante perceber a diferença de valores que antes eram respeitados e que atualmente encontram-se desvalorizados por muitos, é o caso da educação. A charge abaixo representa bem toda essa mudança.

É na infância, que a criança começa a lidar com a frustração e os pais são fundamentais nesse processo educativo, auxiliando a criança a adquirir um comportamento emocional saudável, transmitindo a esse ser em desenvolvimento o que é essencial, aceitável e adequado para conviver em sociedade. Saber lidar com a frustração nos torna mais aptos a lidar melhor com o outro e com as situações que ocorrem durante a vida e esse processo está em constante desenvolvimento.
Muitos pais confundem educar com criar seus filhos a partir do momento que:
- Fazem tudo o que os filhos pedem com medo de perder seu amor;
- Cedem diante da insistência dos filhos;
- Defendem os filhos mesmos que estejam errados;
- Prometem castigos e não cumprem;
- Fazem pelo filho algo do qual já são capazes de fazer sozinhos;
- Abrem mão de tudo para satisfazer os filhos.
Nesse sentido, é preciso estar atento à forma de contato que se estabelece com o outro e com o meio, não cabe justificar sua maneira de ser, na educação que obteve dos pais. Digo isso, pois é muito comum responsabilizarmos o outro, sem assumirmos nossa cota de responsabilidade.
Não significa que não tendo aprendido a lidar com a frustração enquanto criança, a pessoa esteja impossibilitada de aprender quando chega à idade adulta. Costumo dizer que só paramos de aprender quando morremos, temos a possibilidade de evoluir sempre! Enquanto adultos, como lidar com eventos frustrantes? A frustração se apresenta em vários níveis, de acordo como a pessoa percebe o evento. Vale lembrar que uma pessoa pode tirar de letra e assimilar tranquilamente uma situação, enquanto outra passa pelo mesmo evento e sente muita dificuldade emocional para lidar com a situação.
Existe um ditado popular que diz o seguinte: “Se a vida te oferecer um limão, faça dele uma limonada”. E é mais ou menos assim, você tem o poder de fazer com o seu limão o que quiser. Em vez de ficar se lamentando e dizendo: - Porque isso aconteceu comigo? Pense no que você pode fazer a respeito, que aprendizagem você pode tirar da situação. Existem pessoas que preferem remoer o passado a seguir em frente. Remoer o passado envenena nossa alma, deixa-nos engessados e paralisa nossa vida. Aprenda a colocar o foco na solução em vez de ficar remoendo o problema!
Como anda o seu tempo?

A questão do tempo começou a chamar a minha atenção, a partir do momento que percebi como se tornou constante as pessoas dizerem “Não tenho tempo!”. Fiquei imaginando o que essa pequena frase poderia significar para cada pessoa. Afinal o que é a falta de tempo?
A falta de tempo para alguns pode significar apenas uma necessidade de melhorar a organização diária, para outros pode estar relacionado à dificuldade da pessoa em dizer “não”, ou ainda pode significar uma boa desculpa para não levar um planejamento adiante. Nesse último caso, muitas pessoas usam de forma a não se comprometerem, usando o “Não tenho tempo!” no lugar do “eu não quero!”
É claro que não podemos levar essas justificativas ao pé da letra, existem muitos outros motivos, mas precisamos pensar que o tempo é nosso e devemos organizá-lo da melhor maneira possível, se quisermos melhorar nossa vida.
O primeiro passo é refletir se o tempo gasto é dedicado a você, a outra pessoa ou ambos. Pense no tempo que é dedicado a você e ao outro e se essas tarefas podem ser delegadas a outras pessoas. Percebo que em alguns casos as pessoas se sobrecarregam acreditando que o outro não seja capaz de realizar a tarefa, trazendo para si essa obrigação, mostrando em alguns casos excesso de perfeccionismo.
Uma dica importante é criar uma agenda diária, seja de papel, no computador ou no próprio celular, colocando seus compromissos, priorizando os eventos mais importantes, lembrando-se de deixar um tempo adequado entre um evento e outro, afinal ao organizar sua agenda diária, deve-se pensar que imprevistos podem acontecer.
Ao passar seus compromissos para a agenda, verifique se os eventos são realmente necessários para aquele momento, ou seja, se eles estão alinhados com os seus objetivos no momento. Se estiverem, quais os seus ganhos ao realizá-los? Ao se comprometer com algum evento, é bom que tenha consciência do ganho que ele traz para sua vida.
Lembre-se que é importante ter objetivos bem definidos, pois quanto mais definido ele é, mais chances você tem de organizar e cumprir suas atividades. Por exemplo, é muito comum pessoas que querem perder peso dizerem que não tem tempo para caminhar ou para frequentar uma academia. Mas quando pergunto qual a relevância da prática esportiva em sua vida, não sabem bem o que responder.
Não se cobre muito no início, veja o que é possível realizar e o mais importante: não desista!
Emoções
No livro O mal estar na civilização, Freud explicou quee transtornos psíquicos são com freqüência resultado de reações emocionais fora de controle; sentimentos sem freio são rápidos na produção de efeitos devastadores. Freud introduziu o conceito de recalque, onde sentimentos muito dolorosos ou incompatíveis com o ideal que temos de nós mesmos são exilados sem maior demora no inconsciente. Mas a energia própria das nossas emoções precisa de escape, se não acaba se manifestando sob forma de perturbações neuróticas ou mesmo físicas.
Ao sentirmos uma emoção intensa, percebemos várias mudanças corporais; incluindo aceleração da respiração e da freqüência cardíaca, secura na boca e garganta, por exemplo; a maioria das mudanças fisiológicas ocorre durante a ativação do setor simpático do SNA quando este se prepara, para situações de emergência; quando a emoção volta ao normal o parassimpático volta ao controle e restitui o estado normal.
Robert Plutchik propôs a existência de oito emoções básicas: medo, surpresa, tristeza, repulsa, raiva, antecipação, alegria e aceitação. Seus ingredientes não são apenas fisiológicos e de comportamento expressivo, mas também conscientes, pois servem como proteção de perigo. Entre elas, citaremos três para servirem de exemplo:
MEDO – é uma emoção adaptativa e em alguns casos pode ser traumática;
RAIVA – pode ser despertada por eventos frustrantes ou que sejam interpretados como intencionais. A depressão também pode alimentar a raiva e embora seja descarregada, causando calma momentânea, não reduz a raiva em longo prazo, ou seja, expressar a raiva traz na realidade mais raiva;
FELICIDADE – quando nos sentimos felizes, nossa percepção do mundo melhora e ficamos mais suscetíveis a ajudar o próximo. Algumas expressões faciais parecem ter significado universal, independente da cultura onde ele é criado; foi visto que um grupo que nunca teve contato com culturas ocidentais conseguiram identificar as emoções representadas por elas. Assim, podemos ver da seguinte maneira: emoções primárias são aquelas compartilhadas pelas pessoas do mundo inteiro e emoções secundárias são aquelas encontradas em uma ou mais culturas, mas não em todas.
As emoções podem ser expressas também de maneira não verbal, através de gestos e expressões faciais. Os gestos podem variar de cultura para cultura; por exemplo: na Grécia a palma da mão aberta é um insulto desde os tempos antigos; na África Ocidental, é um insulto à honra da mãe, já o polegar para cima, na Austrália é um sinal obsceno; no Japão significa o número um.
Embora as culturas partilhem uma linguagem facial universal para as emoções básicas, diferem no como e quanto expressam emoção; confundimos o sorriso como um reflexo emocional, mas na verdade trata-se de um fenômeno social, pois costumamos sorrir somente na presença de outras pessoas e não para um objeto inanimado.
Através de pesquisas realizadas, foi observado que esconder a irritação ou o sofrimento pode levar ao pessimismo e à depressão; geralmente pode chegar a uma taxa de mortalidade até cinco vezes maior, ou seja, dar vazão aos sentimentos não é apenas humano, mas também de importância vital. Mas não vamos pensar que é para sairmos por aí descarregando nossos sentimentos, pois nada em excesso é de natureza positiva. Uma outra maneira de estar saudável com nossas emoções é aprender a ver as coisas sob um ângulo diferente; tem pessoas que tem o hábito de ver de forma negativa todos os eventos que ocorrem na vida, o que é totalmente errôneo.
O controle das emoções de maneira bem sucedida pode ser aprendida de várias maneiras, é o caso dos monges tibetanos. De acordo com a cultura, esse controle pode ser mal visto, como no caso do ocidente que vê de maneira dissimulada; já no oriente, o estado de espírito equilibrado é sinal de saúde física e mental. Resumindo, através da capacidade de controlar as emoções, podemos modificar impulsos negativos, e assim vivermos de maneira mais harmoniosa.
domingo, 5 de junho de 2011
A História de Nós 2, 3, 4, 5, 6 ...

Se você vem acompanhando o blog pode estar se perguntando “Mais um texto sobre relacionamentos?” E eu respondo o seguinte: Quando se trata de relacionamento a dois, nunca conseguimos esgotar o tema. E como esse assunto tem estado muito forte em minha vida ultimamente, seja através de filmes, peças de teatro, textos, enfim, percebi a necessidade de compartilhá-lo com você, pois acredito que nada seja por acaso. Apesar de que, se pararmos para analisar, este acaba sendo um tema padrão na vida de todos, pois estamos sempre nos relacionando com alguém.
Recentemente assisti a peça “A história de nós 2”, na qual o casal mostra as fases que ocorrem na relação (inicio, meio e fim...E por que não recomeço?). Percebi que durante o espetáculo a maioria da platéia, se não toda, ria do que era colocado, mostrando identificação com a ficção. A peça me fez pensar se há semelhanças entre os tipos de relações existentes e cheguei à conclusão que sim. Pensando no inicio da maioria das relações, mostramos ao outro o que temos de melhor, ou ainda, o que é aceito pela sociedade, e isso não se trata de fingimento ou dissimulação, apenas escolhe-se deixar como fundo o que não é bem visto ou aceito por si mesmo, mas durante a relação, esse lado acaba aflorando, pois não conseguimos nos esconder de nós mesmos o tempo todo.
É muito comum que durante a relação – e torno a dizer que não me refiro apenas ao casamento – algumas pessoas abram mão de viverem suas vidas para se tornarem “Comprometidas com alguém, que não elas”. Isso ocorre principalmente entre as mulheres, embora esse comportamento não seja característico de todas. Muitas abrem mão de sair com as amigas, de fazer o que gosta pelo outro. Isso não é amor! Isso tem outro nome. Que nome você dá?
Toda essa reflexão me fez lembrar o seguinte ditado: “os opostos se atraem”. Em partes está certo, pois quando o casamento ocorre por amor, o que mais nos atrai no outro são as diferenças que representam a polaridade possível a ser desenvolvida e trabalhada em nós mesmos. Mas vale observar que um relacionamento não vive de opostos, é necessário que haja um grande número de igualdades, se não, a relação não funciona. Por isso é importante que os dois desenvolvam seu autoconhecimento, para que não levem suas próprias repetições para a relação a dois, pois essas repetições acabam virando uma bola de neve. Algumas pessoas entram na relação com desconfiança, já com o seu pé atrás. Confiar e perdoar são essenciais na relação, pois não existe perfeição em nenhuma relação.
Vale lembrar também que durante o tempo que o casal está junto, ambos crescem e se desenvolvem, cada um no seu tempo e não tem como voltar a ser o mesmo casal do início da relação. E como na peça, não existe um início que dure para sempre, as outras fases surgem até chegar ao final, voltando a um novo início, seja com a mesma pessoa ou uma nova pessoa. A escolha é sua!
"Ninguém se apaixona por escolha, mas por acaso. Ninguém permanece apaixonado por acaso, é um esforço diário. E ninguém se desapaixona por acaso, é uma ESCOLHA." (Autor desconhecido)