sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Planejamento para 2011

Em breve um novo ano se inicia e com ele uma infinidade de promessas; as mais comuns são: emagrecer, parar de fumar, voltar a estudar, entre outros. Geralmente essas promessas, são desejos não realizados no ano que passou, e em muitos casos, vão se repetindo ano após ano sem conseguir concretizá-los. Isso acontece com você? Se a resposta for sim, é importante que pense no que está impedindo sua realização. Aproveite esse momento e faça uma retrospectiva, pense na postura que tem tomado diante da vida e se deseja continuar do jeito que está. Você acredita que pode ficar melhor? Excelente!

Costumo dizer que não existe uma única receita de bolo, mas que cada pessoa tem a sua e para dar início a ela o primeiro passo é refletir sobre seus desejos. Eles são realmente seus ou tem o intuito de agradar outras pessoas? Digo isso, pois tenho percebido que as pessoas costumam usar muito o “tenho que...” na formulação de seus desejos, como se fosse algo que realmente desejassem. O “tenho que” funciona mais como uma obrigação e não como algo que se deseje realmente.

Para que as mudanças aconteçam, é necessário que haja um mínimo de autoconhecimento, saber quais são os seus valores pessoais e se eles estão de acordo com o tipo de vida que está levando atualmente é muito importante. Pense nas áreas de sua vida e no que deseja para cada uma delas:

- Profissional/ Educacional;

-Afetiva;

-Lazer;

-Material (bens);

- Saúde.

Além disso, é fundamental que comece a traçar metas claras e bem definidas, que sejam motivadoras e o mais importante, com prazo para sua realização, se não é capaz de chegar ao final do ano novamente sem realizá-las. Para facilitar, dividas suas metas em submetas (curto, médio e longo prazo).

Mas se seu desejo é fazer como a música “Deixa a vida me levar...”, não esqueça de refletir que ganhos terá em sua vida; é bom que pondere e principalmente responsabilize-se por sua decisão, pois os acontecimentos não ocorrem simplesmente ao acaso. Costumamos colher o que plantamos.

E para finalizar, gostaria que se imaginasse como um barquinho no mar. Como ele está? Indo e vindo ao sabor do vento sem direção ou tem alguém no comando? Lembre-se: se você não comandar o seu barco, alguém com certeza comandará por você!

O que você escolhe?

Boas Festas e um Feliz 2011!

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Mudança

Muitas pessoas acreditam que para haver mudanças em suas vidas é preciso que o outro (chefe, namorado (a), familiares, amigo, etc) inicie esse processo. No entanto, não é assim que funciona. Se você deseja que algo se modifique em sua vida, comece por você! Afinal quando mudamos, tudo e todos que estão ao nosso redor se modificam.
O processo de mudança nem sempre é fácil e agradável, afinal sair da zona de conforto é experimentar o diferente, o novo. Por isso, é importante que o processo de cada um seja respeitado, pois cada pessoa tem um tempo e dinâmicas diferentes; valorize cada degrau alcançado.
Caso queira alcançar novos voos ou mesmo desejar viver de maneira mais positiva em relação à vida, este é o caminho a seguir.
Para isso, é importante que o indivíduo entre em contato consigo mesmo e perceba como se relaciona com o outro e com o meio em que vive, perceba seus pensamentos, sentimentos e crenças (positivas e negativas) e a partir daí, ampliando seu auto conhecimento; tendo consciência das escolhas que faz na vida.
Você já pensou nas mudanças que deseja para a sua vida?



"Nada se transforma. Somente eu me transformei.
Portanto, tudo se transformou."
(Provérbio hindu)

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Orientação Profissional

Quando falamos em orientação vocacional ou profissional, a maioria das pessoas associa essa prática apenas com a escolha de uma profissão; orientação esta que o jovem só procura quando está em dúvida em relação a que curso escolher. Só que a orientação profissional, como prefiro chamar, não é só isso. É preciso observar que o mundo do trabalho é algo dinâmico e muda constantemente. Com isso, é necessário um olhar sob uma perspectiva crítica a respeito das profissões; levando em conta a situação do orientando; o contexto político-econômico-social em que esse jovem está inserido e o mercado de trabalho, buscando conscientizar esse jovem que não existem garantias em nenhuma escolha que ele faça, ou seja, levantar uma visão mais realista a respeito do trabalho e dos meios de produção.

Talvez você me pergunte para que passar pelo processo de orientação profissional? E eu responderei que é importante o jovem se preparar para entrar em contato com as dificuldades que virão pela frente e principalmente perceber quais as exigências que o mercado exigirá dele, podendo assim desenvolver melhor suas habilidades e atitudes.

A própria escolha do curso, para a maioria dos jovens é algo angustiante; tenha ele passado por um processo de orientação profissional ou não. O interessante é que desde crianças aprendemos a fazer escolhas, mas ao se deparar com o vestibular, um grande número de jovens entra no que chamamos de “crise”, a qual acredito ser devida a cobranças imposta pela sociedade e pelo meio familiar. Pois desde novinhos, escutamos o adulto perguntar “O que você vai ser quando crescer?”

Até então, penso na escolha frente ao vestibular, mas vale ressaltar também o grande número de jovens que desistem do curso no meio do caminho, ou aqueles que terminam o curso e atuam em outras áreas de trabalho. Percebo que a orientação profissional é um grande aliado no crescimento desses jovens e adultos, não só no que diz respeito à escolha de uma profissão, mas também em levantar reflexões acerca do mercado de trabalho, no autoconhecimento e na criação de estratégias que possibilitem sua atuação na área desejada.

sábado, 18 de setembro de 2010

Depressão na adolescência


Mitos e Realidade

MITO - Adolescentes não tem depressão de verdade.

REALIDADE - A depressão pode afetar pessoas de qualquer idade, raça ou classe socio-econômica.

MITO - Adolescentes que alegam estar deprimidos são fracos e precisam apenas de força de vontade.

REALIDADE- A depressão não é uma fraqueza e sim um grave problema de saúde.

MITO - Falar sobre depressão apenas piora o problema.

REALIDADE- Falar sobre o que sente pode ajudar um amigo a reconhecer a necessidade de ajuda profissional.

MITO - Pessoas, inclusive adolescentes, que falam sobre suicídio não se suicidam.

REALIDADE- Muitas pessoas que se suicidaram já haviam dado "avisos" a esse respeito para amigos e família.

MITO - Contar para um adulto que o amigo pode esta deprimido é trair sua confiança. Se ele quisesse ajuda, ele procuraria.

REALIDADE- A depressão destrói a auto-estima e interfere na capacidade ou vontade da pessoa pedir ajuda.


Identifique os Sintomas da Depressão na Adolescência


Tristeza ou sensação de vazio

Pessimismo ou culpa, falta de esperança

Desamparo ou inutilidade

Incapacidade de tomar decisões

Concentração e memorização reduzidas

Falta de interesse ou prazer por atividades normais como esportes, música ou conversa pelo telefone

Problemas na escola e com a família

Perda de energia e motivação

Dificuldade para pegar no sono, dormir bem ou se levantar de manhã

Problemas de apetite: emagrecimento ou ganho de peso

Dor de cabeça, dor de estômago ou dor nas costas

Inquietação e irritabilidade

Desejo de ficar sozinho a maior parte do tempo

Falta às aulas ou abandono de hobbies e outras atividades

Abuso de bebidas alcoólicas ou drogas

Conversas sobre morte

Conversas sobre suicídio (ou tentativas)

Se você identificar vários desses itens em seu filho, em um amigo ou em você mesmo, pode ser um quadro depressivo. Antes de qualquer decisão, procure ajuda profissional (psiquiatra, psicólogo ou médico da família), pois a avaliação e o diagnóstico são essenciais para o tratamento e a recuperação.

Fonte:http://www2.uol.com.br/aprendiz/n_colunas/coluna_livre/id020202.htm


domingo, 22 de agosto de 2010

Depressão na adolescência

Não pensava em escrever sobre esse assunto no momento, mas acredito que nada aconteça por acaso, e depois que uma aluna entrou em contato comigo por telefone querendo fazer uma entrevista para o trabalho dela sobre esse assunto, esse fato me chamou a atenção. Primeiro porque esse tema estava sendo tratado na escola e segundo pelo interesse da mesma em procurar saber mais sobre o assunto.

Em minha opinião, a adolescência por si só já é uma das fases mais difíceis na vida de uma pessoa; afinal é uma fase de transição da infância para a fase adulta, no qual ocorre o desenvolvimento biológico e social.

Além disso, a depressão na adolescência nem sempre foi reconhecida como uma doença, pois acreditavam que tanto a criança quanto o adolescente não tinham motivo para terem esse problema. Hoje, esse pensamento já mudou, mas observa-se uma grande dificuldade em diagnosticar, visto que alguns sintomas se confundem com as características ocorridas durante o desenvolvimento do adolescente. A partir daí, farei uma apresentação sobre o transtorno depressivo e ao final, destacarei as diferenças no transtorno depressivo na adolescência.

A depressão, conhecida como a doença do século, tem sido um tema abordado desde a antiguidade. Acreditava-se que o temperamento do ser humano era observado através da teoria dos humores, desenvolvida por médicos gregos no qual de acordo com os fluidos corporais, era possível perceber que humor a pessoa tinha. No caso da depressão, acreditava-se que o excesso de bile negra era o causador da doença. Essa teoria serviu para que ocorresse a substituição do olhar da mitologia para a biologia, abrindo espaço para o trabalho clínico.

Até hoje, percebo o uso da palavra depressão no senso comum, ainda muito utilizada para nomear momentos de tristeza. É importante saber diferenciar, pois a tristeza é um sentimento adaptativo que ocorre quando não estamos bem e no caso da depressão, não importando o que desencadeou, o humor será sempre o mesmo.

Para caracterizar o estado depressivo, não basta estar triste. É necessário apresentar sintomas psíquicos, fisiológicos e comportamentais.

- Sintomas psíquicos: sentimento de tristeza, autodesvalorização, sentimento de culpa. Ideação suicida, ausência de sentimento de prazer, ausência de energia, dificuldade em tomar decisões e em se concentrar.

- Sintomas fisiológicos: alteração no sono (insônia ou sonolência durante o dia), alteração do apetite (comer em excesso ou não sentir fome), redução do interesse sexual.

- Sintomas comportamentais: retraimento social, crise de choro, comportamentos suicidas, lentidão ou agitação psicomotora.

Além de conhecer os sintomas característicos da doença, é importante diferenciar o transtorno depressivo unipolar do bipolar. O unipolar pode ser dividido em transtorno depressivo maior (TDM), que pode ocorrer em um único episódio ou ser recorrente e apresenta sintomas de dor e cansaço; tendo pelo menos quatro sintomas e no mínimo duas semanas de duração. O transtorno distímico apresenta uma menor intensidade, e um estado de humor depressivo presente durante boa parte do dia, quase todos os dias, por no mínimo dois anos. As queixas são de cansaço, desânimo insatisfação e, apesar de menor intensidade, pode ser igualmente grave devido aos prejuízos que a pessoa apresenta em sua vida.

Na adolescência, os sintomas são mais ou menos os mesmos, mas além dos que foram citados, observa-se irritabilidade exagerada, isolamento e maior sensibilidade às críticas. É importante ficar atento, pois esses sintomas ao passarem despercebidos podem acabar ocasionando outros distúrbios, entre eles distúrbios alimentares, abuso de álcool e drogas, problemas na escola, baixa auto estima, comportamento de risco, violência, suicídio, automutilação e uma busca maior pela internet.

Uma das perguntas que os jovens fizeram e que me chamou a atenção foi a seguinte: “O que os pais e professores podem fazer a respeito?” Penso que tanto a família quanto a escola podem acolher esse jovem e tratá-lo com mais afeto e compreensão, mas acima de tudo, não deixar de procurar ajuda profissional, pois em alguns casos, é necessário até o uso de medicação e por melhor que seja a intenção que os familiares e a escola tenham, eles não estão preparados para atuar terapêuticamente.


domingo, 8 de agosto de 2010

A importância das relações - Parte II

Há muito tempo eu queria levantar esse assunto aqui no blog, mas a impressão que eu tinha é que por mais que pensasse em algo, nunca parecia ser o suficiente a ser dito. Era como se sempre faltasse algo; com isso, desisti de encontrar o tom perfeito que eu pensava existir de forma que resolvi deixar as ideias fluírem. Afinal, em minha opinião, este tema é um dos temas principais, pois é a partir das relações que temos a percepção do outro e que nos mostramos ao mundo e nos reconhecemos.

Quando olhamos o outro, frequentemente estamos prontos para elogiar ou criticar e não percebemos o que ele diz sobre nós mesmos. Ou percebemos? E, se percebemos, o que será que mexe tanto conosco que acabamos aceitando os convites que esse outro nos faz? O que nos incomoda em sua atitude? Estamos tão acostumados com nossos referenciais internos que acabamos sempre reproduzindo a mesma forma de agir, e dependendo do tipo de crença existente, esses referenciais podem ser disfuncionais. Os rótulos e comparações acabam fazendo parte de nossa vida e isso dificulta o olhar para nós mesmos, e reconhecermos a preciosidade que existe em cada um de nós é o caminho para uma vida saudável.

É comum jogarmos a responsabilidade para outra pessoa, esperando que mude sua forma de ser e de agir, mas uma relação não é feita por uma única pessoa; é necessário que haja pelo menos duas pessoas para que algo aconteça. Somos seres relacionais, precisamos do outro para viver. E se esse descontentamento está em nós, vale ressaltar a importância de percebemos o que tanto nos incomoda e trazer para uma reflexão interna, pois quando mudamos, todo o sistema muda.

Além disso, vivemos num mundo totalmente individualista, no qual as pessoas vivem ansiosas, cheias de medos e em constante busca pela felicidade. Para que aconteça alguma mudança, é necessário que percebamos a vida de uma forma diferente, valorizando o interno e não o externo, pois nos apegamos à ilusão criada por nossa mente, e quando não aceitamos o outro, de certa forma também não nos aceitamos.

Sigamos em busca de relações mais saudáveis; e se o outro não muda o que acha de começarmos a mudança por nós mesmos?

A importância das relações - Parte I


Como o tema relações estará presente essa semana aqui no blog, esse quadrinho que recebi de uma amiga vem bem a calhar. Ele nos possibilita refletir sobre as formas de relações que mantemos com o outro. Vamos trabalhar em prol de melhores relações!
Precisamos escutar mais, dialogar mais e agir mais positivamente.